Cada vez mais a infertilidade é um tema recorrente na investigação científica, sendo uma grande causa de perturbações e transtornos cada vez mais frequentes nos casais que sofrem desta problemática. O impacto emocional nestes casais é enorme, sendo que os casais que passam por este tipo de situação estão sujeitos a uma série de sentimentos divididos por depressão, culpa, isolamento social, sentimentos de inferioridade e raiva.
A infertilidade pode ser um trajecto de bastante sofrimento, e emocionalmente doloroso para o casal. A maternidade é vista pela maior parte das mulheres como sendo um papel fundamental, sendo que quando existem dificuldades para engravidar e prosseguir a gravidez, surgem sentimentos de desvalorização, baixa auto-estima e falha humana. Estes sentimentos são também partilhados pelos homens, quando estes são a causa da infertilidade diagnosticada, onde além da expressão dos sentimentos anteriormente descritos, existe ainda o sentimento de falta de virilidade.
Habitualmente, quando existe um diagnóstico de infertilidade sobre o casal, este perde o controlo sobre as suas vidas individualmente, surgindo os sentimentos de frustração e impotência perante a situação, sentindo-se perdidos na sua incapacidade de alterar o problema.
Os tratamentos para a infertilidade podem ser física, emocional e financeiramente stressantes para o casal, inclusivamente podendo pôr em causa a união entre estes dois. É muito importante um suporte e acompanhamento psicológico, feito por profissionais especializados, que acompanhem o casal neste percurso, ajudando-os a compreender e ultrapassar as várias etapas dos tratamentos, sendo assim a Psicologia Clínica da Saúde vital no processo de reprodução assistida.
Existem estudos que comprovam que os resultados dos casais que são acompanhados em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental conseguem melhores resultados que os casais que não tem acompanhamento especializado.

Psicólogos Clínicos,
Gonçalo Branco
Patrícia Silveira